{"id":771,"date":"2026-10-13T20:24:47","date_gmt":"2026-10-13T20:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/smart.etc.br\/?p=771"},"modified":"2026-10-13T20:25:10","modified_gmt":"2026-10-13T20:25:10","slug":"sua-matriz-esta-protegida-e-a-sua-rede-de-lojas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/smart.etc.br\/index.php\/2026\/10\/13\/sua-matriz-esta-protegida-e-a-sua-rede-de-lojas\/","title":{"rendered":"Sua matriz est\u00e1 protegida. E a sua rede de lojas?*"},"content":{"rendered":"<p>Quando se fala em ciberseguran\u00e7a no varejo, boa parte da aten\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 concentrada na matriz. \u00c9 onde normalmente est\u00e3o as equipes de tecnologia, os controles mais robustos e a maior capacidade de monitoramento. S\u00f3 que uma rede n\u00e3o opera apenas na matriz.<\/p>\n<p>Uma empresa com 150 lojas tem 150 ambientes que precisam funcionar todos os dias. S\u00e3o links, roteadores, switches, Wi-Fi, c\u00e2meras, terminais de pagamento, computadores, sistemas e equipamentos de terceiros espalhados por diferentes localidades. E nem sempre essas unidades t\u00eam a mesma infraestrutura, os mesmos fornecedores ou o mesmo n\u00edvel de controle. Quanto maior a rede, mais dif\u00edcil \u00e9 manter a visibilidade sobre tudo isso.<\/p>\n<p><strong>O mito da seguran\u00e7a na matriz<\/strong><\/p>\n<p>O varejo brasileiro avan\u00e7ou em ciberseguran\u00e7a. A edi\u00e7\u00e3o mais recente do Bar\u00f4metro da Seguran\u00e7a Digital, estudo realizado pelo Datafolha, mostra que 73% das empresas do setor pesquisadas j\u00e1 possuem uma \u00e1rea pr\u00f3pria dedicada ao tema. Ainda assim, ter uma \u00e1rea de seguran\u00e7a n\u00e3o significa, necessariamente, enxergar tudo o que acontece nas pontas.<\/p>\n<p>Outro levantamento recente ajuda a entender essa diferen\u00e7a. O Fiserv Insights 2026 aponta que 25% das empresas pesquisadas n\u00e3o possuem gest\u00e3o estruturada de seguran\u00e7a digital e 16% ainda est\u00e3o estruturando essa \u00e1rea, sem solu\u00e7\u00f5es completas. O mesmo estudo mostra que apenas 12% citam o monitoramento de tr\u00e1fego entre as medidas internas de seguran\u00e7a adotadas. Esse \u00faltimo n\u00famero chama a aten\u00e7\u00e3o quando pensamos em uma opera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda.<\/p>\n<p><strong>A complexidade da ponta: mais do que apenas conex\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Uma loja pode estar h\u00e1 semanas com um link apresentando degrada\u00e7\u00e3o. Outra pode manter um equipamento que deveria ter sido substitu\u00eddo. Uma terceira pode come\u00e7ar a registrar um comportamento de tr\u00e1fego diferente do habitual. Nenhuma dessas situa\u00e7\u00f5es significa, necessariamente, que existe um ataque. O problema surge quando ningu\u00e9m percebe que alguma coisa mudou. Em uma loja, acompanhar isso \u00e9 relativamente simples; em 50, 100 ou 150 unidades, a complexidade \u00e9 outra.<\/p>\n<p>Um exemplo cl\u00e1ssico desse risco foi o megavazamento sofrido pela varejista norte-americana Target em 2013, onde invasores exploraram credenciais roubadas de um fornecedor de HVAC (climatiza\u00e7\u00e3o) para se infiltrar<\/p>\n<p><strong>A nova fun\u00e7\u00e3o do NOC: muito al\u00e9m da conectividade<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio que o NOC passa a ter um papel que vai muito al\u00e9m de avisar que um link caiu. Em uma rede de varejo, monitorar significa acompanhar a disponibilidade e o desempenho dos links, saber quais ativos est\u00e3o operando, identificar equipamentos degradados, observar o consumo de recursos, registrar incidentes e, principalmente, construir um hist\u00f3rico que permita entender o que \u00e9 normal e o que saiu do padr\u00e3o em cada unidade.<\/p>\n<p>Esse tipo de visibilidade muda a forma de atua\u00e7\u00e3o da TI. Se dez lojas come\u00e7am a apresentar o mesmo problema, a equipe consegue perceber a recorr\u00eancia. Se uma unidade passa a gerar um volume de tr\u00e1fego incompat\u00edvel com seu hist\u00f3rico, o comportamento pode ser analisado. Se determinado equipamento deixa de responder, a informa\u00e7\u00e3o chega antes da liga\u00e7\u00e3o do gerente dizendo que a opera\u00e7\u00e3o parou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existe uma fronteira cada vez menor entre infraestrutura e seguran\u00e7a. O NOC olha prioritariamente para disponibilidade e desempenho, enquanto o SOC se concentra em amea\u00e7as e eventos de seguran\u00e7a. Mas uma altera\u00e7\u00e3o incomum no tr\u00e1fego pode ser uma falha de rede, uma aplica\u00e7\u00e3o mal configurada ou um sinal de atividade maliciosa. Quando essas duas opera\u00e7\u00f5es compartilham informa\u00e7\u00f5es, fica mais r\u00e1pido entender o que est\u00e1 acontecendo e decidir como agir.<\/p>\n<p>Essa integra\u00e7\u00e3o ganha import\u00e2ncia \u00e0 medida que as redes crescem. Quando uma empresa passa de 50 para 100 lojas, n\u00e3o \u00e9 apenas a opera\u00e7\u00e3o comercial que dobra. Crescem tamb\u00e9m os equipamentos, as conex\u00f5es, os fornecedores e os pontos que precisam ser acompanhados, enquanto a equipe de TI raramente aumenta na mesma propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, a capacidade de monitoramento precisa crescer junto com a expans\u00e3o. Abrir novas lojas sem ampliar a visibilidade sobre a infraestrutura \u00e9 criar novos pontos cegos, justamente onde a empresa menos pode se dar ao luxo de n\u00e3o enxergar.<\/p>\n<p><i><strong>*<em>Por <\/em>Denis Furtado, diretor da Smart Solutions<\/strong><\/i><\/p>\n<div class=\"page-content\">\n<p>Publicado em:<a href=\"https:\/\/www.revistavarejobrasil.com.br\/sua-matriz-esta-protegida-e-a-sua-rede-de-lojas\/\"> Revista Varejo<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala em ciberseguran\u00e7a no varejo, boa parte da aten\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 concentrada na matriz. \u00c9 onde normalmente est\u00e3o as equipes de tecnologia, os controles mais robustos e a maior capacidade de monitoramento. S\u00f3 que uma rede n\u00e3o opera apenas na matriz. 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